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1/7/2010
Cansei do Blogger.com.br não funcionar direito e ninguém conseguir acessar o blog. Então, se você por sorte chegou aqui, dá mais um click e conheça o meu novo-velho blog. Não é nada...
Ele ainda está sem layout definido e sem muito conteúdo, mas um dia isso muda.
desabafo de Gabitsa 4:27 PM
Pode falar, mas não me machuque:
1/3/2010
Cor de verão.
Houve um tempo em que eu passava dias brincando no sol e era bem morena. Não me queimava por nada, usava protetor solar raramente. Isso quando o uso de protetor solar não era exatamente obrigatório e preocupação com envelhecimento precoce não existia. Pouco se falava de câncer de pele e todo mundo era muito bronzeado mesmo.
Mas o tempo passou, o sol parece que está cada vez mais forte, eu comecei a faculdade, passei a ir cada vez menos à praia e assumi um tom branco-quase-transparente. Mesmo muito branca é difícil eu ficar vermelha, mas acontece e eu me sinto uma idiota por deixar acontecer. Ontem eu fui com meu protetor 15, que é o que eu sempre usei. E aprendi algumas coisas:
- Fator 30 é o novo 15. Principalmente se você for no horário errado pra praia. Se for ficar mais de 2 horas. Se for ficar muito tempo com o braço pra fora na janela no trânsito parado na volta da praia. Se for branca como a neve ou muito morena descendente da Iara.
- Misturar protetores de marcas diferentes não é bom. Pode ser que não aconteça nada, mas ontem eu resolvi passar um protetor 30 de outra marca pra reforçar a proteção e na mesma hora minha pele começou a arder. Na dúvida não vou mais misturar.
- Não se iluda com a sensação refrescante da praia. A água fresca e a brisa fazem a gente achar que dá pra ficar mais um pouquinho, mas não dá. Pode ser uma delícia ficar lá, brincando na água, bebendo uma cerveja ou uma caipirinha, mas mesmo que o tempo esteja nublado, saia do alcance dos raios UVB antes que você vire um parente de lagosta.
- Devo levar uma camiseta que cubra os ombros. Porque aí você protege as áreas mais sensíveis ao sol com alguma coisa mais efetiva. Bom para o caso de você não poder voltar pra casa quando tiver atingido seu limite de sol. Prefira cores claras.
Queimei, e agora? Agora é hidratação, gel pós-sol e banhos frios com pouco sabão. Nada de sair no sol no dia seguinte ou enquanto a vermelhidão estiver lá. E vou apostar em um filtro solar mais eficiente na próxima vez. Estou procurando novas opções de filtro solar, muito tentada a escolher um destes aerosóis, que não melecam. Na verdade, to bem com vontade de comprar um que diz ser refrescante. Tenho amigas que fazem qualquer coisa para ficarem ultrabronzeadas e por isso, não usam filtro solar ou usam bronzeadores. Acho um erro grave, mas não posso fazer nada além de lembrar que uma pele flácida não vai ficar bonita mesmo bronzeada. E pele descascando também é horrível. Sim, é com você mesma que estou falando.
desabafo de Gabitsa 11:46 AM
Pode falar, mas não me machuque:
12/28/2009
Sobrevivendo às festas.
Por mais que a gente aguarde a época do Natal com ansiedade, não dá pra negar que as festas carregam em si uma enorme carga de nervosismo. Afinal, estaremos todos juntos, tentando amenizar nossas diferenças e relevar o que nos magoa. É mais difícil quando conhecemos bem os outros. Sabemos onde machuca, sabem onde nos machuca.
Pois é, o Natal foi tenso, mas passou bem. Agora vem a viagem de Ano Novo. Não sei quantas horas vai demorar pra chegar em uma cidade que parece já estar abarrotada de tanta gente. Eu que a vida toda ria dos turistas que iam pra lá, agora vou pegar a estrada e enfrentar o trânsito, o calor, as horas paradas na serra. O bom é que vou sair da rotina, e o ruim é que vou sair da rotina. Quando a gente sai da rotina acaba saindo da zona de conforto estabelecida pelo cotidiano. A rotina pode ser monótona, mas a gente já sabe o que esperar dela. Mas quando a gente sai deste território conhecido os desafios são bem grandes. Acho que as piores brigas das quais participei foram em épocas longe de rotina. A gente bebe um pouco mais, se solta um pouco mais, fica mais emotivo e aí pra azedar é um pulo.
Então, se posso desejar alguma coisa pra estas festas é que a escapulida de rotina seja só pras coisas boas. Pra descansar e quem sabe, ir à praia. Pra ver pai e mãe, irmão e primos e saber das novidades. Experimentar um prato diferente, mostrar o corte novo de cabelo. Pra ser feliz como queríamos ser todos os dias, e não para brigar como evitamos todos os dias. Pra voltar renovada e não esgotada. Este tipo de coisa.
Que em 2010 a gente possa ser mais verdadeiro e que isso não seja motivo pra ninguém se ofender. Que todos sejamos mais educados, calmos e que fiquemos alegres por simplesmente estarmos juntos.
desabafo de Gabitsa 3:29 PM
Pode falar, mas não me machuque:
12/22/2009
Dingobéu.
Natal aí e as músicas natalinas atormentando nossos ouvidos. Desde que Simone lançou seu fatídico álbum, todo Natal tem este ritmo de a vida é uma merda, sofremos muito, feliz natal. Mas se alguém acha que Simone era o pior que poderia acontecer é porque não contava com o senso de oportunidade da nossa cultura popular. Hits natalinos em pagode! Em pagodinho vagabundo, do mais salafrário. Então é Nataaaaal. Também tem as versões com personagens da Disney, com a Turma da Mônica, com a equipe do Zorra Total e os VJ's da MTV. Tudo mais do mesmo.
Na publicidade a falta de criatividade é latente. Onde estão as músicas e dingles novos? Eu não quero ver você chorar nem olhar pra trás. Quero ver você criar coisas novas, para emoções novas. Vez ou outra podemos resgatar as músicas que aquecem os corações há décadas, mas resgatar não significa ficar preso a elas. Vamos lá criadores de dingles, larguem seus lugares comuns e confortáveis e arrisquem-se a fazer alguma coisa nova.
Adoro Natal, aprendi a festejar a coisa toda com meu marido e queria mesmo entrar no ritmo. Mas é tanto material requentado sob o pretexto de seguir tradição, que em algum momento eu sou obrigada a colocar o fone no ouvido e a escutar outros clássicos. Sabe, depois de escrever mensagens de Natal para vários clientes da agência, cada um com um perfil e uma abordagem diferente, me baixou uma revolta por ter muita gente ganhando muito mais dinheiro que eu pra requentar texto. Pode ser que eu não tenha talento pra área, porque quem tem talento já está no seu iatinho comemorando os lucros das propagandas requentadas. Tenho vergonha desta safra de agências e anunciantes que vejo na TV. E dos músicos nas rádios. Pouca coisa presta. Que tédio.
desabafo de Gabitsa 6:22 PM
Pode falar, mas não me machuque:
12/18/2009
Uma vez uma amiga me falou que a gente esquece o que é comemorado no Natal, porque damos mais atenção à figura do Papai Noel que à figura do menino Jesus. Ela me ensinou que a decoração de Natal tem que ter um presépio, pode ter outras coisas, mas o presépio é obrigatório. Eu, que nunca tinha pensado no assunto, achei que a argumentação dela era muito coerente e guardei a mensagem pra mim.
Este ano fui procurar um presépio e gente, como eles ficam escondidos. E como são pouco criativos. Acabei comprando um bem tradicional, que certamente foi feito na China, porque presépio é obrigatório. Tem que ser. Natal tem que ser mais que presentes e comilança (apesar de eu realmente amar essa parte).
Mas hoje vi um presépio que é muito lindinho, e que se não fosse um abuso de caro (coisas com design são caras mesmo), eu iria correndo buscar um pra mim.
Então decidi que, no ano que vem, vou pensar num presépio moderninho. Só preciso lembrar.
desabafo de Gabitsa 5:58 PM
Pode falar, mas não me machuque:
Sapatinhos básicos.
Todo dia eu surto de manhã porque às vezes não encontro entre as minhas opções um sapato que seja exatamento o que eu quero usar com a roupa que vou vestir. E não falo de nada muito luxuoso, falo de rasteirinhas, sapatilhas e tênis que poderiam estar lá no meu closet imaginário, mas que não estão. Tipo uma sandália amarela pra usar com um vestidinho branco, um Converse rosinha delicado pra usar com calça jeans ou uma sapatilha de bico preto, estilo Chanel pra eu ficar chic num instante.
 
Estes sapatos não são um escândalo e acho que nem são absurdamente caros ou difíceis de achar. Mas é aquela velha história de ter que escolher entre uma coisa e outra e perceber que algumas acabam ficando pelo caminho. (obs: a imagem ficou ruim né? Não sei o que aconteceu....)
Por outro lado, tem os sapatos dos quais a gente não consegue se desapegar, ou que, quando isso acontece, deixam um verdadeiro vazio. Tipo uma sandália prateada que tinha um saltinho baixo e eu usei até ela se despedaçar. Ou as sapatilhas pretas que sempre acabam. São peças que foram tão boas pra mim que deixam saudades.
Mas nada de sofrer muito por isso. Uma saudadezinha é diferente de ficar realmente triste por um sapato. Vamos por limites pros devaneios fashion.
desabafo de Gabitsa 10:48 AM
Pode falar, mas não me machuque:
12/16/2009
Quase lá.
Hoje é meu aniversário e eu completo 29 anos. Parabéns pra mim!
Eu, que nunca me preocupei muito com este lance de idade, agora paro pra pensar o que quero pra vida. Daqui um ano completo 30, e o que eu construí até agora? Estou casada, tenho uma casa, um trabalho e um cachorro. Estou alguns (muitos) quilos acima do meu peso, gasto mais do que deveria, não tenho uma poupança para emergências. Realizei a maior parte dos meus planos, apesar de, na maioria das vezes, ter nadado com a maré. Continuo rebelde em alguns aspectos, me nego a aceitar algumas coisas como elas são. Continuo tentando ser menos estressada, mas é tão difícil...
Agora, quero pensar em 29 coisas, objetivos, atitudes, sei lá, para fazer durante o próximo ano. Coisas que não fiz até hoje porque tive medo ou preguiça, porque achava que era ridículo ou que eu não tinha capacidade o suficiente pra isso. Coisas que falaram que eu não conseguiria fazer ou que eu me falei que nunca iria conseguir. Segue:
1. Fazer ioga 2 vezes por semana por pelo menos um mês. 2. Emagrecer 20kg. 3. Jogar fora pelo menos 10 peças de roupa que não uso mais. 4. Ter mais paciência com quem fala devagar. 5. Mudar alguma coisa na cor do meu cabelo. 6. ler pelo menos 2 livros por mês. 7. Ir mais à praia. 8. Sair mais pra dançar. 9. Só comer chocolate que eu realmente goste. 10. Parar de discutir com pessoas estranhas na rua. 11. Não me sentir culpada por estar feliz. 12. Comer pelo menos uma fruta por dia. 13. Re-estabelecer contato com pelo menos 3 pessoas que já foram muito amigas. 14. Estudar inglês. 15. Aprender a cozinhar um prato novo e diferente por mês. 16. Escrever um livro, mesmo que não seja editado. 17. Beber menos refrigerante. 18. Costurar mais. 19. Ver mais a minha mãe. 20. Ouvir músicas novas. 21. Passar creme para área dos olhos. 22. Fazer um curso ligado à criatividade, redação publicitária ou roteiro. 23. Viajar. 24. Resolver pendências burocráticas. 25. Ter mais flores em casa. 26. Gastar menos com coisas baratinhas. 27. Tomar mais leite. 28. Não usar roupas e sapatos desconfortáveis. 29. Não deixar que tentem me convencer que sou uma pessoa ruim. Eu não sou.
Por enquanto é isso. São coisas que me incomodam, que critico em mim. Pode ser que durante o processo todo eu conclua que as coisas não são bem assim, mas por enquanto é isso.
desabafo de Gabitsa 4:02 PM
Pode falar, mas não me machuque:
12/15/2009
Curta metragem.
Acho engraçado que já vi este título em matérias sobre cabelos curtos mais de uma vez. E também em editoriais sobre míni saias. Então resolvi repetir.
Por que mais uma vez chega o calor e eu passo a tesoura nos meus fios. De repetição em repetição, construímos uma publicação.
Eu até que estava firme em meu propósito de deixar os cabelos crescerem, mas aí vi um corte lindinho numa revista e quis igual. E é aí que mora o perigo. A textura do meu cabelo é diferente da textura do cabelo da modelo. O nariz dela é muito mais fino. A chance de dar errado é bem grande. Mas juntei a revista, fui no Carlos, que é um espetáculo de cabeleireiro, e perguntei: fica bom pra mim? Uma vez que ele disse que sim, marquei pra ir cortar na semana seguinte. Como acontece sempre nessas ocasiões, meu cabelo ficou bem bonitinho na vépera o corte. Comportou-se, formou ondas bonitas, até brilhou mais que o costume. Mas eu estava decidida e no sábado, tesouradas e picotes deram fim ao comprimento. E o Carlos arrumou ele lindo e eu saí ótima. Pena que eu não posso ir arrumar meus cabelos com ele todos os dias.
A mudança não foi tão chocante, mas eu ainda não me acostumei com o novo corte. Queria que o cabelo ficasse amassadinho, mas não deu certo com mousse. Ficou arrumado, mas não ficou amassadinho. Vou ver como vai ficar com escova. De qualquer forma, adoro poder mudar alguma coisa e ter o desafio de me adaptar ao novo. Mesmo que seja ao novo cabelo.
desabafo de Gabitsa 12:10 PM
Pode falar, mas não me machuque:
12/14/2009
Respondendo.
Eu quando era pequena adorava cadernos de perguntas, apesar de nunca ter tido muita paciência para cuidar deles. Agora com o blog, recebi uma missão de responder algumas coisinhas aqui. Então vamos lá:
1. Eu sou: Levemente surtada.
2. Programa do final de semana: Dormir. Passear sem rumo certo. Dormir mais um pouco.
3. Melhor cidade: Não conheço muitas, mas eu tenho a impressão de que com marido, família e amigos, tanto faz.
4. Na mala do verão: Vestidos e óculos escuros.
5. Na mala do inverno: Jeans, bota e sobretudo.
6. Filme: Melhor Impossível.
7. Trilha Sonora: Rolling Stones, Disco e Madonna.
8. Cabeceira: Saramago, Garcia Marques e contos do Machado de Assis. Mas a verdade é que eu leio qualquer porcaria.
9. Sweet or Sour: Depende do dia.
10. Melhor look: Em cima do salto, apesar de eu quase sempre estar de sapatilha.
11. Must have item: Não consigo pensar em nada agora. Acho que preciso de uma bolsa que seja realmente boa, sem labels.
12. Ícone fashion: Difícil, não costumo me prender a isso. Sophia Loren, que continua musa mesmo velhinha. Adoro.
13. Não saio de casa sem: Protetor solar.
14. Medo de: Errar.
15. Completamente desnecessário: Ser preconceituoso, acho uma imensa falta do que fazer.
16. Com algumas horas a mais no meu dia: Eu seria mais saudável. Mentira, eu ia acabar trabalhando mais.
17. Queria que o mundo: Fosse menos hipócrita.
18. No meu armário não falta: Bagunça. E decotes.
19. Última coisa que comprei: Um cinto estampado de cobra.
20. Makeup: Corretivo, pó translúcido solto, blush rosinha e rímel SuperShock Avon. O batom varia do rosa claro ao vermelho dependendo do humor.
21. Restaurante: Cabana Las Lilas, a melhor carne de todos os tempos.
22. Inesquecível: O cheiro da roupa que a minha mão lava.
23. Reveillon em: Casa, em dois turnos com a família.
24. Em 2010 vou: Evoluir e tentar ser uma pessoa menos ansiosa.
É isso aí, tá respondido. Em breve voltaremos à programação normal.
desabafo de Gabitsa 11:58 AM
Pode falar, mas não me machuque:
12/11/2009
Tudo vai ficar bem, aproveite a festa.
Esqueça dos chatos que ficam falando que dezembro é o mês do consumista. Que é uma época capitalista, exaltada pelos comerciantes para encher seus bolsos. Deixe de lado aquela história de que não se pode celebrar a vida enquanto têm tantos problemas no mundo. De que é irresponsável sentar em uma mesa farta, com toda a sua família e beber e rir.
O que está errado, está errado e precisa ser mudado, mas ninguém precisa ficar triste o tempo todo por isso. Sim, sempre tem alguém que na falta de disposição para ser feliz vem patrulhar a alegria alheia. Às vezes, caio na armadilha. E pra quê? Qual é o problema de festejar, mesmo que o salário não seja o dos meus sonhos ou a dieta não tenha feito tanto efeito? Qual é o problema de colocar uma roupa bonita, pentear o cabelo e dançar até ficar esgotada, mesmo que durante a semana a minha rotina seja puxada e eu durma muito pouco?
Eu entendo que existe muita coisa pra ser arrumada por aí, mas acredito que ninguém faz nada direito se não estiver feliz. Se a cabeça fica pesada, cheia de problemas, sem boas expectativas, é difícil produzir alguma coisa verdadeiramente legal. Por isso que, na dúvida meu conselho é: festa.
Porque se sentir bem também é uma forma de fazer bem pro mundo.
Claro que pessoas que bebem demais, podem achar que estão festejando, mas na verdade estão é atrapalhando a celebração alheia. A ideia é ser feliz com as pessoas queridas e não ser egoísta e desequilibrado.
desabafo de Gabitsa 2:46 PM
Pode falar, mas não me machuque:
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